Com o tempo, nem toda ausência nasce de uma decisão.
Algumas pessoas não se afastam porque querem.
Se afastam porque, em algum ponto, não conseguiram aprender a permanecer.
Conversas começam — e não avançam.
Encontros acontecem — e não se repetem.
Vínculos aparecem — e escorrem pelas mãos sem motivo claro.
E, em silêncio, surge uma inquietação difícil de explicar:
Será que sempre foi assim?
Não como culpa.
Nem como urgência.
Mas como a percepção de que certas dificuldades não começaram ontem —
e continuam existindo mesmo quando a vida já mudou de fase.
*Outros textos seguem por aqui.