Faz tempo que não há algo para esperar com vontade.
Os dias seguem, as obrigações se repetem, e a sensação é de atravessar tudo sempre com o mesmo peso.
Ainda assim, em meio a isso, surge uma expectativa que já começa a aliviar.
Não por estar perto, nem por ser garantida — apenas por existir. Por se anunciar de longe e, mesmo assim, fazer companhia.
Essa expectativa não muda o agora.
Mas muda a forma de atravessá-lo.
O humor não se transforma de repente.
O peso não desaparece.
Mas deixa de ocupar tudo.
E, às vezes, ter algo para esperar com vontade —
sem saber exatamente como será —
já faz diferença suficiente para seguir.
*Outros textos seguem por aqui.